O ‘Café Empresarial’ organizado pela Associação Comercial Industrial e Agropecuária (Acia), debateu, na manhã desta quinta-feira (28), questões relacionadas ao comércio ambulante, segurança e a situação dos pedintes em Poços de Caldas. O encontro foi na sede da entidade e contou com a presença de políticos, representantes de órgãos de segurança, de empresários, de associações, lideranças sindicais e políticas.


Participaram da reunião, o presidente da Acia, Carlos Cobra, o prefeito, Sérgio Azevedo, o secretário de Serviços Públicos, Thiago Biagioni, o vereador, Antonio Carlos Pereira, o diretor Regional de Polícia Civil, Edson Rogério de Morais, o comandante do 18ª Região de Polícia Militar, cel. Nelson Queiroz, e o comandante do 29ª Batalhão de Polícia Militar, ten. Jardel Trajano.

Participaram, também do encontro, o presidente do Sindicato dos Hotéis, Waldir Miguel, a presidente da Associação do Bares e Restaurantes, Gina Carneiro, além de empresários, que atuam na área central da cidade, representante da Associação dos Feirantes e o corpo de fiscais de Postura da prefeitura.
Os debates sobre o comércio ambulante tomaram boa parte das discussões e ficou alinhado que ações serão tomadas em conjuntos pela prefeitura, órgãos de segurança e empresários, para coibir, ao máximo, a atuação de vendedores, a maioria vindo de outras cidades, na vias urbanas.

Sérgio reconheceu as razões dos comerciantes, que pagam seus impostos, porém, sofrem com a concorrência desleal dos vendedores ambulantes. Para o prefeito, no entanto, a situação não é uma questão local, e a atual administração tem investido no setor de segurança pública, estruturando melhor a Guarda Municipal, para que ela possa agir preventivamente em parceria com Polícia Militar nessas situações.

O prefeito diz que a ação será preventiva para coibir o comércio ambulante e os fiscais vão poder contar com apoio da GM e da PM diariamente. Completando, ele sugeriu que após o Carnaval seja colocado um ponto fixo de fiscalização na rua Assis Figueiredo, que contará com apoio da PM e GM.

Thiago lembrou que Poços possui um fiscal do Código de Posturas para cada grupo de 18 mil habitantes e que há dificuldade de fiscalizar o comércio ambulante, principalmente por causa da falta de segurança para os agentes da secretaria. “Muitas vezes as abordagens acabam em agressões físicas aos fiscais e isso é preocupante”, ressaltou.

O secretário citou a criação do Fundo de Posturas, que permitiu estruturar melhor o serviço que serve para proteger o comércio local. De acordo com ele, houve um aumento substancial no número de notificações, que saltaram de 2.200, em 2016, para 7 mil no ano passado. “Porém, sem o apoio da Polícia Militar, as ações de fiscalização não vão para frente”, comentou.

Representantes da PM disseram que não há dificuldade em manter operações conjuntas de fiscalização e sugeriram a realização de uma rotina de trabalho, para controlar o problema, com a participação da Guarda Municipal, da Prefeitura e comerciantes. Para os comandantes da PM local, a corporação estará sempre à disposição para ouvir as demandas da comunidade e colaborar para resolver da melhor forma as questões. O diretor da Polícia Civil, propôs novos encontros, de forma setoriais para debater com mais detalhes todos os assuntos.

Pedintes

A questão dos pedintes também foi abordada no encontro pelo grupo de empresários. O prefeito, Sérgio Azevedo, esclareceu que o município, apesar da crise, não está economizando recursos financeiros e que tudo que é possível está sendo feito, inclusive gestões junto à Justiça. O prefeito citou a campanha “Não dê esmolas” e disse que se trata de uma ação de médio e longo prazo. “Aceitamos sugestões e estamos atentos a todas as ideias que ajudem a amenizar este problema social”, afirmou.

Segurança

O prefeito disse que na região central já está com monitoramento 24h com câmeras de alta definição, que podem auxiliar a PM na identificação de possíveis suspeitos. A Polícia Militar informou que está com contingente em operação neste setor, que passou de 5 policiais para 14 neste início de ano. Também foi proposto a reativação do grupo de WattsApp, com comerciantes integrantes da PM.

Carlos Cobra, citou a raiz do problema do comércio ambulante, que existe em diversos centros urbanos, e lembrou que as leis vigor no país são ultrapassadas. Para o presidente da Acia, é preciso que os empresários unam esforços com os órgãos de segurança pública para que algo seja feito para amenizar o problema, mas lembrou que as ações devem ser baseadas na lei.



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